A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 08/10/2020
Aldous Huxley, professor e literato, costumava dizer que “os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Sob essa perspectiva, é possível ligar a questão da extinção de idiomas indígenas com a frade de Huxley, uma vez que esse problema não gera a devida repercussão. Diante disso, medidas são necessárias para minimizar o esquecimento dessas línguas, problema gerado pela falta de conscientização do governo e pela falta de visibilidade.
Em primeira análise, é possível ressaltar a falta de visibilidade como uma das raízes do problema. Ainda que exista o “Dia do Índio’, onde sua cultura é lembrada e celebrada, nos outros 364 dias do ano o indígena passa despercebido, o que colabora na extinção de suas línguas e no esquecimento de uma parte da cultura brasileira. Mesmo com a existência de inúmeros projetos que possuem parceria com a Funai (Fundação Nacional do Índio), há uma profunda escassez de divulgação. Assim, no que tange o aniquilamento do linguajar indígena, observa-se que a desinformação da civilização atua como agravante.
Ademais, vale salientar a falta de conscientização da Governo Federal como impulsionadora do problema. Decorrente da falta de visibilidade e falta de repercussão, as medidas que deveriam ser tomadas para interromper o esquecimento das línguas permanecem em inércia. Desse modo, pode-se citar uma pesquisa feita pela Unesco, que aponta o risco de extinção de 190 línguas indígenas, possível consequência da falta de interesse das autoridades, que necessitariam lutar pela permanência da cultura dos povos nativos do Brasil, uma vez que fazemos parte de uma enorme miscigenação. Tornou-se evidente que o governo colabora com o esquecimento das línguas indígenas, uma vez que não tenta reverter o adverso.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Faz-se mister, pois, que a mídia, em parceria com a Funai, promova campanhas sobre as consequências da falta de reconhecimento de problemas indígenas, auxiliando a sociedade a organizar protestos que clamem pela ajuda do Governo Federal. Por sua vez, o governo, em parceria com o Ministério da Educação, deve adicionar aulas extracurriculares que ensinem os valores da língua indígena, impedindo que a próxima geração a esqueça. Espera-se, dessa forma, que ocorra a limitação desse adverso imbróglio social e que o problema deixe de ser ignorado.