A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 08/12/2020

O Diretório dos Índios foi uma lei elaborada em 1755, por D. José I, através de seu ministro, o Marquês de Pombal, que dispunha sobre os aldeamentos indígenas, elevando estes à condição de vilas ou aldeias, sendo proibido o uso de outro idioma que não o português. Após 3 séculos da aprovação, o Brasil ainda sofre com a ameaça de extinção de suas línguas nativas, visto que esses são extremamente desvalorizadas pela nação. Diante dessa perspectiva, cabe ao Estado garantir a valorização das línguas indígenas nas escolas para resolver tal problema.

Em primeiro lugar, é valido ressaltar a importância das escolas na manutenção das línguas nativas. De acordo com o pensamento do filósofo contratualista John Locke, em que o indivíduo, em processo de formação, se assemelha a uma tábula rasa, tendo sua mentalidade formada pelas experiências adquiridas, é de extrema relevância que a valorização das línguas indígenas seja discutida em ambiente escolar. Desse modo, a população aprenderá, desde cedo, a valorizar os nativos, reduzindo assim a ameaça de extinção de suas línguas nativas.

Portanto, para que o Brasil possa conservar suas línguas maternas, é dever do Estado, juntamente ao Ministério da Educação, promover a valorização dos indígenas no ambiente escolar, por meio de eventos escolares que mostrem a importância da conservação de nossos nativos, a fim educar a população infantil, para que esses possam se formar adultos que respeitem a cultura autóctone. E, somente assim, o Brasil poderá conservar seu patrimônio linguístico original.