A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 25/09/2020

Ainda que a colonização do Brasil tenha ocorrido a mais de 5 séculos, as drásticas consequências desse processo cruel revelam-se até hoje no que tange a iminência de extinção de línguas indígenas brasileiras, impasse que emerge em função da falta de valorização para com os descendentes dos nativos do " Pindorama", e da insuficiência de leis para assisti-los.

Sabe-se que o etnocentrismo característico da colonização brasileira, deixou resquícios que perduram até hoje e que se manifestam no menosprezo que a população indígena é tratada, comprometendo a conservação de seus hábitos culturais e logo seus ricos idiomas, defronte á despreocupação da população e do governo quanto ás 1026 línguas indígenas que foram extintas desde 1500, e ás 190 que estão ameaçadas de extinção atualmente, segundo a UNESCO, mesmo que essas transpareçam a história, a resistência e a cultura de um povo tão importante para o Brasil.

Embora a FUNAI garanta legalmente que as reservas de terras indígenas devem ser vistas como propriedade de um povo, nota-se a deficiência da consumação dessa lei, posto que, ás comunidades que lá habitam sofrem com ataques recorrentes para a tomada de terras, que prejudicam diretamente o desenvolvimento das gerações e logo, a perpetuação dos idiomas, como o caso do Vale do Javari, em que 17 índios foram assassinados em virtude a ocupação das terras que é deles por lei.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse, assim, urge ao IPHAN, por meio de um projeto de lei entregue a câmara, a tombada das línguas indígenas como patrimônio cultura brasileiro, a fim de promover a valorização de tais povos, bem como cabe á FUNAI, por meio da promulgação de mais leis, a criação de uma legislação mais rídigida no que se refere os ataques ás reservas de terras indígenas, com o objetivo de garantir o pleno desenvolvimento  das novas gerações, para que haja a preservação da cultura e a não extinção das línguas.