A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 25/09/2020

Com a chegada dos portugueses à América, tinham-se o intuito de catequizar os nativos, considerando-os um povo que tinham uma cultura a ser “evoluída”, para que os encaixassem nos padrões vigentes. Dessa forma, não só a cultura mas também a sua língua estão ameaçadas de extinção. Assim, tornando-se necessário uma melhoria nesse cenário.

Em primeira análise, a quantidade de falantes das línguas indígenas estão diminuindo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO), o Brasil ocupa o terceiro lugar de países com linguajar em ameaça, visto que em 2008, mais de 100 dialetos estavam em algum grau de perigo. Além disso, com o risco de terem suas falas em extinção os indivíduos podem sentir-se excluídos da sociedade. Logo, são notório os transes que as culturas nativas estão em enfrentando.

Ademais, os governos têm um papel fundamental na preservação das culturas indígenas. De acordo com o filósofo contratualista John Locke, é um dever do Estado garantir o pleno gozo dos cidadãos sobre seus direitos. Em virtude disso, quando as políticas governamentais não garantem a conservação dos costumes indígenas configuram-se uma violação do contrato social. Destarte, sendo imprescindível que os nativos usufruam de sues hábitos.

Portanto, ficam claros os entraves enfrentados pelos nativos, fazendo-se necessário medidas que devem ser tomadas para amenizarem os impasses. Em suma, cabe à UNESCO em parceria com o Ministério da Edução promover políticas de inclusão social através de matérias que abordem o tema de forma didática em ambientes indígenas a fim de garantir que nem seus dialetos e nem a sua cultura sejam extintos, afirmando-os que possam gozar de seus direitos. Assim procedendo, o contexto histórico da formação de sues costumes possam perdurar às futuras gerações.