A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 25/09/2020
Segundo a historiadora alemã Hannah Arendt, a essência dos direitos humanos é o direito a ter direito. No entanto o que se observa na sociedade contemporânea é o contrário do que a historiadora prega, uma vez que diversas línguas indígenas estão próximas de ser extintas. Esse cenário é fruto da falta de interesse governamental em valorizar as línguas indígenas e da escassez de ensino sobre a cultura indígena nas escolas. Diante disso, é fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da sociedade.
É notável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas da problemática. ‘‘Por meio da justiça, o equilíbrio deve ser alcançado na sociedade’’, essa frase dita pelo filósofo Aristóteles deixa evidente que o governo deve manter a estabilidade da sociedade. Seguindo esse pensamento observa-se que há pouco interesse governamental em enraizar as línguas indígenas no Brasil, causando cada vez mais o distanciamento da cultura indígena com a sociedade.
Outrossim, destaca-se a falta de ensino das culturas indígenas nas escolas como grande impulsionador do problema. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. De forma análoga, é possível perceber que no sistema educacional brasileiro as línguas indígenas são pouco discutidas e ensinadas, e que poucos professores tem o aprendizado correto para ensinar aos alunos sobre.
Assim, medidas possíveis são necessárias para conter o avanço do problema no Brasil. Com o intuito de diminuir a extinção das línguas indígenas, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital, que por intermédio do Ministério da Educação possibilite aulas sobre a cultura indígena e sobre sua língua para alunos de todo território nacional. Desse modo, minimizar, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da extinção das línguas indígenas na sociedade brasileira.