A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 26/09/2020
No contexto social vigente, o termo “Línguas aborígenes” pode ser definido como um conjunto de idiomas nativos de determinada região, provenientes de povos primitivos desta. Dessa forma, é evidente a catástrofe social resultante do contínuo esquecimento de tais línguas indígenas no território nacional, sendo que o filme “Xingu”, que retrata a história de luta dos irmãos Villas-Bôas pela preservação da cultura autóctone, demonstra o atual cenário do país. No entanto, observa-se que essa questão tem ocorrido por inoperância política, além de uma omissão social.
Em primeiro plano, deve-se analisar a negligência governamental como principal causador do problema. Desse modo, é exequível referir-se ao consenso mundial retinente aos elevados índices de degradação do patrimônio linguístico sáfaro na nação, pois segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), cerca de 90% das línguas indígenas brasileiras foram extintas, fator que demonstra uma escassez de medidas viáveis para solucionar a adversidade. Destarte, em virtude da regência não investir em programas de proteção da herança dialética dos antigos povos, criando um ambiente propício ao esquecimento da cultura, devido tanto ao profundo desinteresse no caso quanto a maiores investimentos direcionados a outros campos, como a saúde. Em decorrência, o caso eleva-se.
Paralelo a isso, é essencial aludir sobre o desleixo social como outro imortalizador do emblema. Dessa maneira, é factível remeter ao fato histórico do descobrimento do Brasil pelos portugueses, sendo este o momento precursor para o decaimento dos costumes indígenas no território. Contudo, hodiernamente, é notório o desvio de convicção da maioria do corpo popular, o que faz com estes tenham uma concepção incorreta do povo indígena, enxergando-os como uma etnia atrasada e sem importância para a atualidade, permitindo a exclusão das línguas e práticas aborígenes.
Entende-se, portanto, que a continuidade da questão dos desafios da extinção das expressões indígenas é fruto de uma inoperância política e da omissão social. Diante disso, o governo federal, em parceria com o Ministério da Economia, responsável pelas finanças nacionais, deve criar um plano de investimento para a manutenção das tribos íncolas ainda existentes no país, por meio do repasse mensal de determinada quantia, proveniente dos impostos, para órgãos fiscalizadores da presidência, tomando como base medidas adotas em outros países, com o objetivo de garantir a autonomia das línguas e culturas nativas em geral. Ademais, as instituições de ensino, incumbidas de disseminar o saber, precisam promover palestras sobre a importância do idioma aborígene para a formulação do atual linguajar brasileiro, exemplificando a necessidade resguardar as raízes índicas ainda existentes, mediante a explicações de profissionais capacitados, com a finalidade de acabar com o desmazelo.