A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 26/09/2020
O movimento romântico no Brasil foi associado, também, à representação indígena nas suas obras, um exemplo disso é o livro “Iracema”, de autoria de José de Alencar, que expôs a cultura da tribo Tabajara, principalmente. Com o passar dos anos, pode-se, portanto, admitir que houve um declínio na representatividade indígena no meio cultural nacional, que já nunca fora suficiente, devido aos preconceitos. Assim, torna-se mais complexa a preservação da identidade, e, sobretudo, dos idiomas próprios desses povos.
A priori, é lícito postular que, infelizmente, os índios tiveram sua cultura sendo reprimida desde o período da colonização até os dias atuais. Com isso, não houve oportunidade para que eles conquistassem mais espaço para expor e compartilhar sua cultura com outros povos, assim como os europeus fizeram. E, além disso, durante toda a história brasileira, foi negado a eles respeito, direitos e liberdade de expressão, já que foram obrigados a começar a usar roupas, por exemplo, e, também, aprender o português.
Por conseguinte, como os índios não puderam atuar significativamente na cultura, seus idiomas se perderam ao longo do tempo, e, continuam sendo perdidos até hoje, já que os preconceitos permanecem enraizados na sociedade. Nesse contexto, a realidade contraria a frase dita pelo educador brasileiro Paulo Freire – o mundo não é, o mundo está sendo – que afirma que o mundo está em constante evolução. Ademais, essa extinção das línguas representa o abandono de grande parte da história do país, pois dos idiomas são milenares e existem desde antes da chegada dos portugueses à Bahia em 1500.
Portanto, faz-se mister que o Ministério da Educação, a partir da arrecadação de impostos nacionais, promova eventos educativos para públicos de todas as idades com objetivo de informa-los a respeito da importância da preservação dessas línguas. Também, é relevante mencionar que, grande parte dos idiomas indígenas ainda não são catalogados, o que torna necessária a intervenção da Secretaria Especial da Cultura, vinculada ao Ministério do Turismo, para que essa problemática seja solucionada mais eficientemente. E, assim, o Brasil aproximar-se-á um pouco mais da evolução da qual Paulo Freire falava.