A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 27/09/2020
Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa a extinção de línguas indígenas no Brasil, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de ameaças a cultura indígena. Um exemplo disso é que a maior parte das línguas indígenas estão sob ameaça de extinção, devido à falta de valorização à cultura indígena. Nesse sentido, o sociólogo Alemão, Jurgen Habermas, afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.
Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de políticas protecionistas à cultura dos povos nativos, medidas que deixariam a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.
Logo, é necessário que o governo elabore políticas que busquem proteger a parte cultural desses povos, por meio de uma maior autonomia do ministério da cultura, com o propósito de proteger as línguas desses indivíduos. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre a importância de se respeitar a cultura de outros povos. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de acabar com a ameaça de extinção de outras línguas. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.