A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 27/09/2020

A Declaração Universal dos Direito Humanos, de 1948, resguarda e ampara a manutenção do respeito entre os povos de uma nação. Entretanto, no contexto brasileiro, presencia-se o oposto, quanto à questão da extinção da língua indígena. Nesse sentido, é preciso elaborar planos que sejam aplicados para mudar essa situação, que possui como causas a insuficiência legislativa, e ainda a lacuna educacional.

Primeiramente, é preciso evidenciar que existe uma carência para estabelecer leis que protejam a língua dos índios. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Diante disso, verifica-se que quase 90% das línguas indígenas foram extintas no Brasil desde a chegada dos Portugueses em 1500. O que contribui para o desaparecimento de uma cultura rica em diversidade.

Em segundo plano, outra causa da configuração do problema é uma base educacional falha. De acordo com o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange a língua indígena, verifica-se poucas escolas associadas ao desenvolvimento e aprimoramento da língua nas cinco regiões do país, fato que agrava o problema.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Assim é fundamental a criação de projetos de lei que ampliem o direito a educação dos índios de forma igual e de qualidade no Brasil, pelas comissões da Câmera e do Senado, em parceria com o setor privado. Para isso, os professores devem ser adequadamente capacitados, por meio do MEC (Ministério da Educação) para ensinarem a língua necessária, e integrantes da própria tribo podem ser selecionados, para transmitirem seus costumes da maneira correta. Além disso, esses eventos devem ser abertos à comunidade, a fim de que as pessoas compreendam a importância da preservação de uma língua.