A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 27/09/2020

Toma-se conhecimento que o Brasil de 500 anos atrás tinha mais de 1.500 línguas faladas no território. Porém, após a chegada dos europeus, elas acabaram sendo extintas gradativamente. Hoje o país conta com apenas 181 línguas indígenas, o que pode ser considerado como um desrespeito à cultura nativa. Diante disso torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de apresentar à população da herança da língua indígena e para que as línguas nativas não sejam extintas.

Apesar do fato que muitas pessoas não se importam com a problemática, outras buscam a solução. O Programa de línguas ameaçadas de extinção da UNESCO existe desde 1993 e a primeira versão do “Atlas das Línguas do Mundo em Perigo de Desaparecimento’’ foi publicada em 1996. A iniciativa serve como uma forma de expor a realidade vivida no país, onde modos de se expressar diante de uma comunidade deixa de existir constantemente.

Ademais, é válido ressaltar que de acordo com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a população que habitava o país antes da chegada dos portugueses em 1500 era de 3 milhões de habitantes, caindo para cerca de 70 mil em 1957. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado deste contraste é claramente refletido em uma possível extinção da língua indígena no Brasil.

Portanto para a preservação das línguas nativas brasileiras, é necessário que o Ministério da Educação implemente o plano nacional da educação e capacite professores das redes públicas e privadas, com cursos de língua aborígene com o intuito de ensinar desde criança nas escolas aos cidadãos que é de extrema importância a valorização da língua nativa e assim evitando o fim de heranças culturais deixadas pelos nativos da região. Somente assim seria possível impedir o fim das línguas indígenas no Brasil.