A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 28/10/2020
Com o risco de extinção de todas as línguas indígenas no Brasil, cerca de um décimo dos idiomas originais ainda existem nos dias de hoje. A partir disso, deve-se analisar dois segmentos distintos: a questão histórica e os fatores econômicos.
Em primeira análise, o Brasil foi um país colonial que por séculos serviu como fonte de recursos para Portugal. Nesse contexto, os brasileiros nativos tiveram sua liberdade sucumbida, com a imposição da escravidão, proibição de práticas religiosas e imposição do catolicismo e idiomas estrangeiros. Com isso, diversas línguas foram perdendo-se com o passar dos séculos por conta de não haver propagação de grande parte dos costumes indígenas, sendo esse um dos motivos que auxiliam no fim de diversos idiomas brasileiros.
Somado a isso, a sociedade atual, visando lucros com a exploração da Amazônia e outras regiões, corrobora para o progresso da extinção de idiomas indígenas que estão na região. Segundo o sociólogo alemão Max Weber, as alterações sociais acontecem, entre as várias possibilidades, pela questão econômica. Desse modo, a exploração de recursos naturais de certos locais acaba por destruir regiões onde residem povos indígenas, que podem ser separados entre si ou afastados de sua região natal, dificultando a propagação de sua língua, o que auxilia o processo de extinção dos idiomas indígenas.
Em síntese, a extinção das línguas nativas brasileiras ocorre desde o período colonial e prorroga-se aos dias de hoje com a exploração de certas localidades. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para evitar o fim dos idiomas indígenas: o governo federal deve proibir, por meio de decretos de lei, a exploração de regiões que habitem tribos indígenas para evitar a degradação de tais locais. Com o intuito de garantir que tais leis sejam cumpridas, a polícia federal e civil deve fiscalizar todas as regiões em que hajam índios, o que evitará qualquer exploração ilegal, garantindo a perpetuação de línguas nativas do Brasil.