A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 27/09/2020

O filme brasileiro ‘’Policarpo Quaresma: Herói do Brasil’’ trata-se sobre o patriota Policarpo. Em meio a isso, com os problemas que o país enfrenta, Policarpo decide usufruir somente produtos nativos, como também tenta instaurar o tupi como idioma oficial do Brasil. De maneira análoga, o Brasil tem tido impasses em salvar as línguas indígenas. Por sua vez, é possível destacar a falta de informações e a inadimplência governamental como os maiores índices da problemática.

A primórdio, vale ressaltar que o idioma indígena brasileiro está em perigo. De acordo com o estudo do Atlas das Línguas em Perigo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), das 270 línguas, 190 podem ser extintas. Nesse sentido, entende-se que a comunidade não tem conhecimento e interesse na cultura dos índios, o que acarreta na perda linguística. Sendo assim, é preciso que o Estado incentive novos hábitos à sociedade.

Outrossim, convém mencionar que o descaso do poder público agrava a situação. Conforme prevê o artigo 231 da Constituição Federal de 1988, é dever do Governo proteger e respeitar os bens dos índios. No entanto, percebe-se que esse dever não efetuado, uma vez que o Poder Estatal não toma medidas para evitar a perda da comunicação indígena. Dessa forma, é necessário que o Poder Executivo crie políticas públicas para evitar a extinção.

Portanto, é mister que o Poder Público tome providências capazes de atenuar o extermínio das línguas. Nessa perspectiva, cabe a Fundação Nacional do Índio (Funai) criar um projeto para documentar as línguas indígenas, com o apoio de historiadores e índios nativos, por meio de verbas da União, com o fito de preservar a cultura indígena. Dessarte, espera-se, com essa medida, que o corpo social tenha acesso e valorize a língua de outra civilização.