A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 28/09/2020

Com a vinda dos jesuítas em 1549, começou o processo de educação e catequese dos índios, no Brasil. Com isso, a cultura indígena passada de geração em geração, foi sendo diluída pela visão do mundo religioso fazendo com que a base da cultura dos povos indígenas esteja se desfazendo ao passar dos anos.

A extinção da língua indígena é uma grande preocupação, segundo a prevenção da cultura nacional. De acordo com uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), cerca de 1,5 mil línguas indígenas que existiam no período da descoberta do Brasil, hoje restam apenas 181, das quais 115 são faladas por menos de mil pessoas. O idioma é uma forma de expressão mais marcante de um povo, assim, sua extinção provoca danos muito preocupantes no estudo de determinada cultura.

A população indígena vem crescendo muito ao decorrer dos anos, chegando a 896.917 indivíduos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), mas cada vez há menos falantes dessa língua. Embora uma parte da população indígena não vivem em suas terras, a maioria desses falantes se concentram em áreas demarcadas que ocupam apenas 13% do território do país. No livro línguas indígenas, Storto explica que, enquanto a saúde e a alimentação vem melhorado o ´´preconceito histórico`` faz com que muitos jovens nativos abandonem suas línguas, acreditando ser o melhor caminho para a fluência da língua portuguesa.

Desse modo, o apagamento da cultura e dos povos indígenas no Brasil, é um problema muito grande e que precisa ser atenuada. O Ministério da Cultura deverá organizar um projeto, para a criação de um Museu das línguas indígenas, preservando e dando acesso à população de conhecer a cultura indígena. Para Daniel Munduruku, professor, é preciso que as escolas resgatem nas crianças a sensação de ser brasileiro,