A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 28/09/2020

Quando duas culturas muito diferentes se chocam, o comum é que uma delas acabe oprimindo a outra, enquanto essa perde sua identidade, aconteceu em 1500, no Brasil, e continua acontecendo nos dias de hoje, uma prova são as 190 línguas de origem indígena faladas por 300 etnias correndo risco iminente de extinção, preserva-las é manter a identidade de um povo que vem há muito tempo sendo apagado. Entretanto, para fazer isso, deve-se entender o porquê delas estarem desaparecendo.

Como a linguista Myriam Tricate explica, “o contato com outras culturas, a idade avançada dos falantes e a falta de valorização dos povos indígenas influenciam para que as línguas acabem desaparecendo ao longo do processo histórico”, os motivos dados para o desaparecimento dessas linguagens tão antigas são ligados diretamente com o processo de globalização que o mundo sofreu nos últimos anos, algo que valoriza e sempre valorizou culturas de raízes europeias, o que traz outra forma de opressão, o racismo.

Infelizmente invisibilizados, atos racistas direcionados à membros de aldeias são mais comuns do que parecem, principalmente no estado do Mato Grosso, onde há cerca de 52 terras indígenas. Por exemplo, em 2016, três Xavantes entraram em uma fazenda com permissão do dono para finalizar um ritual que acontece a cada 15 anos, mas acabaram levados presos denunciados pelo próprio, sofrendo agressões verbais racistas e maus tratos quando chegaram na prisão de Água Boa.

Por conseguinte, para impedir tal processo de extinção, deve-se proteger a todo custo os falantes ainda vivos e valorizar a cultura deles, a melhor maneira de fazer isso seria o Ministério da Educação, responsável pela grade escolar brasileira, criar uma rede de escolas para jovens indígenas, implementando aulas sobre línguas e história de sua etnia, assim o conhecimento continuaria para a próxima geração.