A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 29/09/2020
Com a chegada dos colonizadores portugueses no Brasil em 1500, desenrolou-se um processo de troca cultural com os nativos que habitavam o território, mas que posteriormente acarretou na dizimação de inúmeras tribos indígenas. Dessa forma, juntamente com as mortes, houve a perca cultural, uma vez que, cada tribo possuía tradições distintas. Desse modo, observa-se que esse processo de extermínio perpetua até à contemporaneidade e colabora com a extinção de línguas nativas. Assim, a extinção dessas línguas priva as gerações futuras de conhecer sua ancestralidade e fomenta a desvalorização da população para com os indígenas.
Mormente, é imprescindível ressaltar a importância para os índios de conhecer e de ensinar a sua cultura para gerações futuras. Nesse sentido, o contato contínuo com idiomas diferentes provoca um “esquecimento” da linguagem nativa, restringindo-a aos mais velhos. Com efeito, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), existem cerca de 274 idiomas e dialetos utilizados por índios brasileiros, comprovando à exponencial redução comparada ao século XV, que era 5 vezes maior. Consequentemente, esse processo colabora com a falta de conhecimento da cultura por futuros índios, promovendo a extinção da língua.
Em segunda análise, é importante salientar que a aniquilação da linguagem tradicional e de outras tradições perdidas influenciam diretamente na desvalorização de parte dos cidadãos para com os índios. Nesse sentido, tal desvalorização acaba sendo transformada em ódio, comprovando assim, os dados do portal G1 de notícias, que demonstram um crescimento de 20% no número de assassinatos contra índios. A partir disso, nota-se que a vulnerabilidade indígena decorre de uma cultura de preconceito, que se desdobra por eliminar costumes seculares.
Em suma, é necessário promover à continuidade dos idiomas indígenas e acabar com a desvalorização de tal cultura para a resolução dos impasses citados anteriormente. Dessa maneira, é de responsabilidade do Ministério da Educação, parte do governo encarregado do ensino no Brasil, implantar aulas de idiomas indígenas nas escola, principalmente em instituições localizadas em tribos, por meio da qualificação de profissionais que dominam o idioma. Assim, visando a preservação dessa cultura, impedindo a extinção. Além disso, cabe ao Poder Legislativo desenvolver uma lei que torne necessário a criação de projetos de conscientização, utilizando as plataformas digitais, com o objetivo de inserir a população indígena na sociedade.