A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 30/09/2020

O filme “A Chegada”, ao retratar a troca de informações entre humanos e seres desconhecidos, enfatiza a importância da linguagem e da comunicação no processo de compreensão cultural. De maneira contrária, sabe-se que, a extinção de línguas indígenas no Brasil representa a negação de tal importância, e consequentemente, a exclusão de grupos minoritários. Isso se deve não somente pela desvalorização da cultura nativa, mas também pela categorização das necessidades de inserção tecnológica.

Em primeira análise, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), mais de 60% dos dialetos nativos falados no Brasil correm risco de extinção, levando o país à ocupar o terceiro lugar no ranking mundial quantitativo. Nesse sentido, compreende-se que tal fato configure um cenário caótico para a comunidade autóctone, tendo em vista-que, além de evidenciar a desvalorização da cultura supracitada, reafirma o preceito citado pelo filósofo Jurgen Habermas, no qual a ausência de comunicação favorece a manutenção de construções sociais prejudiciais.

Segundamente, é válido ressaltar a categorização das necessidades de inserção social como agravante do problema. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a não utilização da tecnologia e das redes de comunicações favorece a invisibilidade social. Diante de tal afirmação, compreende-se que a extinção de línguas indígenas configure um problema precedido por fatores exclusivos, e, portanto, com base em adaptações na “Era Digital”.

Deve-se então, por meio de uma campanha publicitária elaborada pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), garantir a preservação da identidade cultural e o incentivo à inserção de nativos em redes sociais como: “Instagram” e “Facebook”, a fim de conter o avanço na extinção das línguas indígenas. Espera-se que com tal medida, entraves sejam superados e um Brasil identitário seja alcançado.