A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 30/09/2020

A Constituição Federal do Brasil de 1988, no seu artigo 232, assegura às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas. No entanto, na prática não ocorre desta maneira, pois várias línguas dos índios estão em extinção. Nesse contexto, é importante observar a desvalorização da língua indígena e a dificuldade do nativo de se comunicar.

Em primeira análise é importante levar em consideração a desvalorização nas escolas, já que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 274 línguas aborígenes são faladas em nosso país das mais de 3.500 que haviam na época do Descobrimento do Brasil.

Conforme a frase citada na canção Índios de Legião Urbana, “o futuro não é mais como era antigamente”, atualmente diferentemente de anos atrás, os povos indígenas sofrem com dificuldades de comunicação por necessidade, pois muitas das vezes os brasileiros estão mais preocupados comas línguas estrangeiras, uma vez que o mundo globalizado rende  mais lucros do que com um patrimônio histórico imaterial de seu próprio país.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse da extinção das línguas aborígenes. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação inserir disciplinas curriculares obrigatórias para mostrar o valor de sua cultura e incentivar professores da língua portuguesa a se especializar em alguns dialetos da língua indígena por meio de cursos gratuitos para ensinar e incentivar também, os alunos. Por fim, as escolas fornecerem palestras abertas ao público com o intuito de ensinar a diversidade  e os valores desses povos. Assim, a constituição será cumprida e haverá um equilíbrio no agrupamento social.