A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 30/09/2020

Segundo as ideias de Sartre, filósofo francês, cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este é livre e responsável. Entretanto, observa-se no cenário brasileiro justamente o contrário, uma vez que a extinção de línguas indígenas no Brasil torna-se uma realidade problemática. Nesse âmbito, em razão da insuficiência legislativa e em razão da falta de empatia emerge o empecilho.

Primeiramente, convém ressaltar que uma causa do problema está atrelada à ineficiência de leis. Por isso, John Locke refere-se que as leis fizeram-se para os homens e não para as leis. No entanto, é válido analisar que o desaparecimento de línguas indígenas aparece no panorama atual devido à má formatação do ordenamento jurídico, como o decreto de 1998 que dispõe o direito á igualdade, mas na prática não é efetivada com êxito, por causa que não foi verificada e planejada minuciosamente para posteriormente aplicar na prática.

Ademais, vale salientar que outro motivo para a configuração do problema é ausência de empatia. Dessa forma, São Tomás de Aquino defende que todas as pessoas precisam ser tratadas com a  mesma importância. Nesse sentido, no que tange à questão da extinção de línguas indígenas, evidencia-se forte influência do sentimento de desigualdade em virtude das estruturas sociais egocêntricas e etnocêntricas. Por conseguinte, podemos verificar dados que confirmam à problemática, a Organização das Nações Unidas registra que quase 90% das línguas indígenas brasileiras são ameaçadas a extinção.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias para sanar o impasse. Para esse fim, é dever do Governo melhorar as leis que já existem, além de incluir políticas públicas, enfatizando a preservação da língua indígena. Tais fatos podem ocorrer por meio de verbas governamentais, incluindo à divulgação do conteúdo na televisão, especialmente no canal aberto, visando expandir o histórico cultural, linguístico dos índios.