A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 20/10/2020
Durante o período colonial brasileiro em 1530, ano em que a colonização portuguesa se intensificou, houve maior choque cultural entre os portugueses colonizadores e os povos indígenas nativos. Posteriormente, ocorreu e ainda subsiste no Brasil a desvalorização da cultura indígena, comprovada mediante a extinção de línguas indígenas brasileiras, pois, de acordo com o Atlas Mundial das Línguas, elaborado pela Unesco, todas as línguas pertencentes a esses povos nativos estão ameaçadas de extinção. À vista disso, o contato dos índios com outras culturas e a falta de valorização desses povos acarretaram o risco de desaparecimento das línguas indígenas.
Primeiramente, o contato com outras culturas, como no período colonial citado, colaborou para maior risco sobre as línguas nativas brasileiras. Por intermédio da colonização, o idioma português tornou-se nacional e oficial no Brasil, contudo, naquela época existiam 1,2 mil línguas indígenas e, ademais, apenas 274 perduram atualmente, de acordo com o site Monitor Mercantil. Isto posto, é notório que a cultura vinda de Portugal sobrepôs a indígena, desvalorizando cada vez mais as línguas nativas e, por conseguinte, levando-as à extinção.
Além disso, a falta de valorização dos povos indígenas influencia para que haja o desaparecimento das línguas pertencentes a esses povos. De acordo com Daniel Munduruku, filósofo indígena, é fundamental que as escolas resgatem nas crianças a sensação de pertencimento ao povo brasileiro. Apesar do dia 9 de agosto representar o dia internacional dos povos indígenas, há falta de aprendizagem acerca dos povos nativos do Brasil, propiciando sua desvalorização e de sua respectiva língua.
Para que as línguas faladas por índios não desapareçam e se distanciem do risco de extinção, urge que medidas sejam tomadas. O Ministério da Educação em parceria a instituições escolares, poderia elaborar um projeto nomeado “plano cultura”. O objetivo seria ensinar aos alunos, obrigatoriamente, de escolas públicas e privadas, desde o primeiro ano escolar, a importância da diversidade brasileira, apresentando, com aulas práticas e teóricas, devida valorização às línguas, povos, culinárias, danças e músicas indígenas. Em relação às escolas públicas, tudo isso seria por meio de verbas públicas destinadas à educação e cultura, enquanto as organizações privadas fariam uso dos próprios recursos, recebendo o incentivo e a ordem governamental. Desta forma, espera-se que as línguas indígenas deixem de ser extinguidas, como acontece desde o Brasil Colônia, e obtenham valorização adequada, em concordância à significação do dia 9 de agosto.