A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 08/10/2020

No ano de 1500, as naus e caravelas portuguesas chegam a costa litorânea de onde hoje é o território da República Federativa do Brasil, a UNESCO estima que haviam cerca de 1,2 mil línguas indígenas no país naquele período, apenas 22,8% destas sobreviveram a estes últimos de 5 séculos, atualmente a Funai esta empenhada na proteção do povo indígena e em evitar a extinção de suas línguas nativas no país.

Por quase 300 anos, após uma breve atitude amigável no período pré-colonial, o povo nativo desta terra que não se submeteu a seu colonizador, foi perseguido, escravizado e massacrado, porém, durante o romantismo no século XVIII, na busca por uma identidade nacional, surge o indianismo, que por um breve momento cria a valorização do índio como herói do país, através da literatura, com principal influencia o personagem Peri, de José de Alencar.

Apenas na década de 1960, o índio, sua cultura, língua e religião é pela primeira vez constitucionalmente protegido por um órgão governamental, neste período surge a Funai, que apesar de ter mais de 5 décadas de fundação, ainda tem dificuldade em proteger o primeiro povo a habitar esta terra, que hoje é subjugado e permanece as margens da sociedade.

Dado isto, se faz necessário, o governo federal, em parceria com artistas das mais diversas áreas, através de verbas públicas, ressurgir um neo-indianismo na arte, afim de valorizar o nativo brasileiro. Ademais, a Federação, junto com a Funai, atrás de parcerias público-privadas deve-se buscar métodos de proteger a cultura e língua indígena, não só por meios físicos, mas pelos digitais também, a fim de proteger todos os traços deste povo por uma busca de imortaliza-lo.