A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 07/10/2020

Desde a colonização, traços de outras culturas vem sendo incorporados pelo povo brasileiro. Não obstante, tal apropriação, principalmente a linguística, coloca em risco a existência de inúmeras línguas nativas. Isso deve-se, sobretudo, ao pouco esforço do estado em conservar esse patrimônio, bem como à difícil reinserção das línguas indígenas na sociedade contemporânea. Logo, são imprescindíveis mais ações governamentais, tendo em vista modificar esse cenário.

A princípio, convém ressaltar que, embora dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) comprovem que mais de uma centena de línguas indígenas podem ser extintas, o governo brasileiro mostra-se indiferente. Com o rebaixamento do Ministério da Cultura a uma secretaria, o Estado restringe, ainda mais, o poder de ação que o órgão nacional possuía para preservar matrimônios como o das línguas indígenas.

Concomitante a isso, a sociedade contemporânea mostra pouca abertura para a difusão de idiomas nativos. A falta de matérias escolares que introduzam e perpetuem esse traço da cultura indígena impossibilita a formação de cidadãos cientes do seu verdadeiro legado, suprimido em detrimento do legado europeu.

Fica claro, portanto, a necessidade de maior cuidado para com as línguas indígenas. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, adjunto à Secretaria da Cultura Nacional, incentivar a preservação e difusão dessas línguas; para isso, organizar feiras escolares sobre a cultura e linguagem indígenas abertas à comunidade é uma alternativa. Além disso, oferecer minicursos linguísticos online com palestras de vídeo ministradas por falantes dessas línguas também é uma opção. Feito isso, mais pessoas teriam contato com o patrimônio linguístico nacional, podendo atribuir-lhe devido valor e colaborando