A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 02/10/2020
A declaração universal dos direitos humanos, de 1948, defende a manutenção dos respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão da extinção de línguas indígenas no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contorno específicos, em virtude da injustiça e da falta de empatia.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça no que tange a extinção de línguas indígenas.
Além disso, sua extinção encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “modernidade líquida” Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da extinção de línguas indígenas funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas, para alunos de ensino médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser web conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a extinção de línguas indígenas no Brasil e atingir um público maior. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois, como constatou Hannah Arendt: “A pluralidade é a lei da Terra”.