A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 03/10/2020
A Declaração Universal dos Direitos humanos, assinada em 1948, defende a manutenção do respeito entre povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto a questão da extinção de línguas indígenas no Brasil. Isso ocorre devido a chegada dos europeus ao brasil.
O período conhecido como Brasil colônia ou Brasil colonial ocorreu dentro do período de 1530 a 1822, e teve como objetivo: civilizar, exterminar, explorar, povoar, conquistar e dominar, sabemos que esse termos estão diretamente ligados as relações de poder de uma determinada civilização sobre outra, ou seja os portugueses submetendo ao domínio aos indígenas. seguindo uma linha histórica podemos afirmar que a partir do momento da colonização portuguesa, a língua indigena foi se perdendo pois os portugueses obrigavam os indigenas escravizados a aprenderem a língua portuguesa, e assim essa língua começou e se extinguir.
Quando os europeus chegaram ao brasil, estima-se que haviam, 1.175 línguas índigenas, desde então 85% das línguas originarias desapareceram, um levantamento recente aponta que há cerca de 180 línguas na atualidade, e segundo o linguista e professor do IEL-Unicamp Angel Corbera Mori: “com o processo de globalização e a perda dos territórios indígenas, é possível que nos próximos 20 anos mais de 40 delas desapareçam”.
Portanto, a fim de minimizar os impactos dos problemas apontados é urgente que o ministério da educação juntamente com o ministério da cultura, desenvolva palestras, aulas e a criação de materiais de apoio, para impedir que a língua indígena que é um bem cultural caia no esquecimento, bem como apresentar para a sociedade uma forma online de acesso gratuito ao aprendizado dessas línguas. com isso visemos a não extinção da língua indígena no Brasil, segundo Nelson Mandela, pai da moderna nação Sul-Africana e líder na luta contra o regime do apetheid “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.