A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 03/10/2020

Com o início da colonização brasileira, em 1500, portugueses e europeus modificaram a cultura do Brasil. Dessa forma, a catequização, pelos jesuítas, foi o primeiro passo de perecimento das línguas indígenas, pois ensinava aos povos a língua portuguesa em detrimento do dialeto originário dessas populações. Logo, esse problema tem como causa as raízes históricas e consequentemente colabora com a perda de identidade.

Em primeiro lugar, um passado histórico de preconceito indígena é o principal fundamento para tal problemática. A fim de exemplificar, tem-se todo o período do Brasil colonial, o qual foi marcado por uma tentativa de “civilizar” os índios, estes que eram, na visão eurocêntrica, “selvagens” ou “atrasados” em relação ao restante do mundo. Similarmente, a cultura desses povos foi sendo destruída a partir do incentivo ao saber português, contrário a isso perdia-se toda uma língua nativa nacional.

Por conseguinte, nota-se a perda de identidade dessa oralidade. Sob essa lógica, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) levantou dados que, em contato com os indígenas, demonstrou a maneira como algumas dessas civilizações estão perdendo o contato com o dialeto originário, visto que as novas gerações estão desinteressadas. Ainda nessa perspectiva, é visível que a influência de um mundo globalizado e elitizado, o qual advém do Brasil colonial, contribuiu com esse processo de desinteresse ao longo dos anos e gradativa extinção das línguas indígenas.

Portanto, é dever do Estado, por meio da Funai (Fundação Nacional do Índio), fornecer subsídios financeiros aos projetos de revitalização das línguas indígenas, os quais visem registrar e documentar, em livros e de forma digital, contos, cantos e mitos dessas gerações, com a finalidade de perpetuar com a existência dessa manifestação. Além disso, o Ministério da Educação deve, mediante as Prefeituras, adequar o material didático e calendário nacional nas escolas de maior percentual de alunos índios, a fim de incentivá-los a se interessarem pela cultura dos antecessores e futuramente negar um possível acontecimento histórico como o de 1500.