A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 05/10/2020

Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista, discorre que o homem é condenado a ser livre, sendo, portanto, responsável pelos seus atos. De maneira análoga, ao analisar a extinção de línguas indígenas no Brasil, percebe-se que essa problemática tem como responsável a própria coletividade que, por isso, promove a falta de apoio do estado. Logo, faz-se necessário um debate em torno de tais elementos do cotidiano.

Em primeiro plano, é preciso atentar para impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “A justiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento da insegurança coletiva no que tange a extinção das línguas indígenas no Brasil.

Além disso, a extinção das línguas indígenas no Brasil encontra terra fértil no individualismo. Na obra “Modernidade Liquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo egoísmo. Porquanto, há como consequência disso, a falta de afinidade, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da extinção das línguas indígenas no brasil funciona como um forte empecilho para a sua resolução.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isto ocorra, o MEC (Ministério da Educação), juntamente com o Ministério da Cultura deve desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas do assunto. Tais palestras devem ser webconferência nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a extinção das línguas indígenas no Brasil.