A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 07/10/2020
Desde o “Século das luzes”, ocorrido durante o século XVIII, na Europa Ocidental, teóricos da época pregavam que uma sociedade só progride quando seus cidadãos se mobilizam com o intuito de solucionar conflitos do corpo social. Não obstante, verifica-se que a extinção de línguas indígenas no Brasil apresenta-se de maneira oposta aos ideais iluministas, uma vez que estes prezavam pelo desenvolvimento social tendo como pilar o bem-estar, conservando o patrimônio histórico construído durante anos. Dessarte, esta realidade deve-se, essencialmente, à negligência estatal e ao descaso e silenciamento social.
Mormente, a Constituição Federal de 1988, concebida por meio do processo de redemocratização, prevê, como garantia fundamental, o direito à conservação e respeito à cultura, ou seja, a preservação das línguas e costumes do Brasil. Contudo, o próprio Poder Estatal, pela falta de políticas públicas, agride a legislação. Nesse sentido, o Ministério da Educação e da Cidadania não promove, de maneira efetiva, a valorização de línguas indígenas, que apresentam-se de maneira atemporal na construção social. Desse modo, faz-se mister que ocorra uma reformulação dessa postura estatal.
Cabe mencionar, em segundo plano, que a problemática encontra terra fértil no descaso e silenciamento social. Diante disso, o documentário “Guerras do Brasil.doc” ilustra bem o óbice em questão. Consoante a isso, o documentário retrata de maneira fidedigna a luta de diversos povos, entretanto, o empenho das comunidades indígenas pela manutenção das raízes culturais de seus povos é destacável, uma vez que é relatado acerca da necessidade de conservar a língua e os costumes dos nativos para a manutenção do patrimônio histórico. Desse modo, percebe-se que a mídia retrata a causa da questão abordada.
Isto posto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange à problemática. Para tanto, o Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve levar palestras por todo o Brasil, explicando sobre a influência das línguas indígenas na construção da sociedade, além dos prejuízos acarretados da extinção das mesmas na perda da identidade do povo brasileiro, de modo que ocorra a massificação do termo na coletividade, por intermédio de propagandas acerca do tema. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em níveis mundiais, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se em diminuir o número de casos e proporcionar uma consciência coletiva.