A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 07/10/2020

Na obra “ Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é oposto do que o autor prega, uma vez que a extinção de línguas indígenas no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de políticas públicas que preservem os direitos dos índios, quanto da inferiorização da cultura indígena. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar a escassez de políticas públicas que preservemos os direitos dos índios. Isso deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no qual conserve à criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades que restringem o acesso à moradia, escolarização, saneamento básico e saúde para a população indígena. Consequentemente, eles desabitam as terras brasileiras em busca de qualidade de vida, causando a extinção dessa cultura.

Ademais, é imperativo pontuar a subjugação da cultura indígena no Brasil como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, a população brasileira considera a cultura dos índios selvagem, desprovida de educação e sem importância, capaz de levar o país ao retrocesso, por terem essa perspectiva a sociedade os isolam e aglutinam sua cultura, por temerem que o Brasil seja visualizado dessa mesma forma. Tudo isso retarda a solução do empecilho, já que a falta de valorização dos índios contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto medidas exequíveis são necessárias para resolver o impasse. Dessarte, como intuito de mitigar a extinção de línguas indígenas no Brasil, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido para oferecer qualidade de vida aos índios e aniquilar sua infâmia, através de projetos que ofereçam saúde, educação, saneamento básico e ressaltem a sua importância para a sociedade. Dessa forma, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da extinção de línguas indígenas no Brasil, e a coletividade alcançará a Utopia de More.