A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 13/10/2020

Na obra pré-modernista “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o major quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Entretanto, infelizmente, ao observar a extinção de línguas indígenas no Brasil, verifica-se que esses obstáculos ainda não foram superados. Nesse sentido, emerge um grave problema em virtude da herança histórica e do silenciamento.

A priori, tal conjuntura se deve ao legado histórico na questão. Desde o período colonial, no qual os europeus ao chegarem em território brasileiro impuseram  seus costumes e língua nos nativos, os quais tiveram tais extintos. Dessa forma, tal problemática veio se intensificando ao passar dos anos,  conforme o portal Memória, mais de 80% das línguas nativas já foram extintas, número que demostra a banalidade do entrave.

Outrossim, a falta de debate também se configura como um sério desafio para a resolução do imbróglio. Consoante ao pensamento de Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, somos responsáveis pelo outro. Ou seja, baseado no contexto social em que vivemos as relações coletivas são interdependentes e, com isso, tudo o que fazemos ou deixamos de fazer tem impacto na vida de outrem. Assim, se não há debate sobre o tema e a sociedade se silencia perante à problemática, ela é responsável socialmente pela perpetuação desse entrave no Brasil.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Logo, a mídia televisiva deve promover uma campanha em seus respectivos canais, a fim de coibir a extinção de línguas indígenas no Brasil, por meio de um projeto de lei. Tal campanha deve problematizar e debater o imbróglio, além de criar uma “#LÍNGUASINDÍGENAS”. Desse modo, possivelmente, os obstáculos poderam ser serram superados e o país irá alcançar o patamar de nação desenvolvida do major quaresma.