A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 13/10/2020
No romance escrito por Lima Barreto, “Triste fim de Policarpo Quaresma”, o personagem princípal desejava que a língua nacional do Brasil fosse o tupi-guarani. No entento, infelizmente, esse nacionalista fervoroso não conseguiu convercer a sociedade da época sobre a importância de tal feito. Com isso, observa-se hodiernamente a extinção de várias línguas indígenas, por conseguinte a cultura nacional é desvalorizada cada vez mais. Dessa forma, torna-se preciso debater frente à problemática.
É importante pontuar, de início, que segundo o Atlas Mundial das Línguas, no Brasil há ainda 274 línguas indígenas (das 1,2 mil que existiam), porém 190 correm o risco iminente de desaparecer. Nessa ótica, é notório o descaso governamental na preservação da identidade nacional, tendo como consequência a extinção de costumes e culturas dos nossos antepassados. Portanto, a sociedade e o poder público precisa reverter essa situação e respeitar a cultura antiga.
Além disso, com a extinção de idiomas nativos o país perde sua originalidade e nacionalidade, pois as línguas tupi-guarani apresenta para nossa sociedade um grande legado de superação e resistência à opressão Europeia. Outrossim, de acordo com Daniel Mundurutu, professor, “é preciso que as escolas resgatem nas crianças a sensação de pertencimento e autoestima de ser brasileiro”, ou seja a sociedade brasileira precisa valorizar suas origens e ser mais nacionalista.
Destarte, é mister que o Estado tome providências para dirimir o impasse. Para que as línguas indígenas brasileiras seja valorizadas, urge que o Ministério da Educação incorpore na grade comum curricular a disciplina de linguagem indígena, por meio de professores que estejam familiarizados com os idiomas do tupi-guarani, a fim de incentivar os alunos a importância da preservação dos idiomas nacionais. Ainda cabe ao Ministério do Desenvolvimento alertar a população sobre o quão grave é a extinção de idiomas do país para a cultura nacional. Somente, assim, homenagear-se-á Policarpo e construir-se-á uma pátria mais nacionalista.