A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 15/10/2020

A extinção de línguas indígenas no Brasil significa um temeroso apagamento da identidade do brasileiro. Isto é, o sistema educacional no país ingnora a própria herança e cultura juntamente com um Estado violento e criminoso que destrói e ameaça a vida indígena antes mesmo de se tornar república ou império. Ou seja, a aniquilação desses povos data o século XIV e permanece historicamente impune em sua maioria.

Nessa conjuntura, tem-se um ensino que privilegia a língua extrangeira, como as aulas de inglês e espanhol, em consonância a essa aculturação. Nesse sentido, palavras como pipoca, aracajú, cacau, jacaré de origens indígenas demonstram a intrinseca relação entre o cotidiano dos civis contemporâneos e a linguagem de povos exterminados ou próximos da extinção. Logo, o Ministério da Educação (MEC) permanece equivocadamente errôneo ao não possibilitar a descoberta dessa outra expressão do que é ser brasileiro.

Somado a isso, os massacres e extermínios que percorrem a história do país desde a colônia contribui para anulação desses povos e seus dialetos. Aliás, apesar da Constituição de 1988 reconhecer o direito sobre o modo de vida e as terras, os indígenas são martirizados frequentemente tendo seus direitos violados em detrimento de invasões em prol da exploração mineradora, agrícola, hidrelétrica, segundo a Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Dessa forma, os governos obviamente falharam grandiosamente em proteger seus cidadãos e suas histórias.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação promova aulas sobre a linguagem e história a partir de disciplinas obrigatórias para os estudantes, soma-se isso a visitas didáticas aos povoados ainda existentes a fim de disseminar a importância, a influência e o respeito com a cultura dessa sociedade. Além disso, os três poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - precisam criar, aprovar e efetivar leis rígidas e rigorosas contra ações invasoras às terras de comunidades indígenas objetivando a proteção delas e a sobrevivência desses povos e suas línguas.