A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 15/10/2020
Historicamente, o “Descobrimento” do Brasil em 1500 pelos portugueses possuiu caráter dual, pois representou os avanços notáveis na representação dada pelos mapas e navegação porém também demonstrou o massacre dos povos nativos. Desse modo, a extinção de línguas indígenas foi um processo pautado na ausência de humanidade e no interesse financeiro que a terra recém encontrada proporcionaria, realidade essa existente até os dias atuais.
A princípio, o filósofo Immanuel Kant ao descrever o processo de análise do conhecimento, ditou o Imperativo Categórico o qual representa o intuito que todos os indivíduos devem possuir para viver plenamente. Por sua vez, esse processo é caracterizado pela humanidade, ou seja, pensar coletivamente para que todos usufruam do bem.
Nesse sentido, o grande debate político existente atualmente refere-se ao conflito entre os grandes latifundiários e os indígenas. Isso ocorre devido ao interesse histórico dos donos de terras -ligados principalmente ao agronegócio- no aumento do próprio território e na expulsão dos nativos, do próprio local de nascimento, com a aspiração de usufruir da área para a inserção de soja, cana de açúcar e/ou gado. Logo, essa realidade restringe cada vez mais o convívio entre diversas etnias indígenas por causa da grande escassez em sua quantidade, o que afeta diretamente às línguas desses grupos, sendo capaz de extingui-las.
Finalmente, é imperioso que o Ministério da Economia crie uma lei de fiscalização efetiva das áreas produtivas e das referentes a preservação ambiental. Para isso é necessário que o governo contrate indivíduos de cada região afetada, como agrônomos para a visualização correta das terras, além de cientistas sociais que descrevam os impactos gerados pela invasão às terras indígenas. Após a análise minuciosa da realidade do local somada a fiscalização da área referente, com o auxílio dos satélites, o governo deve penalizar com multas os latifundiários que invadam locais que não os pertencem. Somente assim ocorrerá a diminuição dos conflitos de terra, que perpassam o tamanho dos hectares, na medida que não só monopolizam às terras mas massacram a cultura, ideologia e principalmente a língua das etnias remanescentes.