A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 19/10/2020

A língua portuguesa brasileira sofreu grandes mudanças ao longo do tempo, dado que o português de Portugal fundiu-se a varais outras línguas faladas localmente, as quais fazem parte principalmente do tronco de línguas Tupi-Guarani. Entretanto, essas línguas autóctones extinguem-se aos poucos devido ao descaso com a preservação do espaço cultural desses grupos, que lutam pelos seus direitos naturais da terra, contra a expansão agrícola incessante e tentativas do governo de tirar-los de suas terras de subsistência.

Nesse contexto, é possível visualizar nos últimos anos um crescimento interrupto de desmatamento para a obtenção do plantio de soja, sendo isso de fácil percepção quando os olhares são direcionados à região Norte do Brasil, principalmente, e  ao MATOPIBA ( Maranhão, Tocantins, Piauí e  Bahia ). Nesse aspecto, com a expansão agrícola é possível observar inúmeras áreas de sobrevivência de grupos indígenas sendo destruídas, as quais servem a eles para caçar e coletar água. Desse modo, torna-se necessário que os grupos indígenas se mudem para centros urbanos para conseguirem manter-se vivos, o que faz com que a língua local seja substituída aos poucos pelo português atual.

Outrossim, a divergência existe não somente por falta de defesa dos grupos autóctones contra criminosos que desmatam e invadem Áreas de Preservação Permanente ( áreas que não devem ser alteradas ) de direito indígena, mas também pela própria ação do governo, já que, para a geração de energia, o governo tem reivindicado as terras indígenas, as quais já são de direito da União, e prometido a esses povos que casas seriam dadas a eles, mesmo que esses não queiram viver dessa forma, no meio urbano, mas sim viver mantendo seus costumes originários de décadas e suas línguas faladas localmente. Essas incompatibilidades no país são identificadas em grandes regiões próximas a rios, como no caso dos Munduruku, visto que esse repercutiu e ganhou espaço e uma das revistas do Green Peace ( O Jabuti resiste ).

Destarte, para que a cultura de línguas autóctones, como as Tupi-Guarani, sejam preservadas dentro de seu espaço cultural, é necessário que o Estado interrompa esses desmatamentos que têm crescido incessantemente no país, como no MATOPIBA e região Norte, sendo isso feito por meio de uma possível ação do exército brasileiro, o qual conseguiria combater esses invasores de Áreas de Preservação Permanente , sendo essa ação aprovada pelo Poder Executivo em conjunto com a Fundação Nacional do Índio em reuniões realizadas entre eles . Além disso, também é indubitável a necessidade de leis que impeçam a construção de hidreléticas no país que afetem comunidades indígenas, como os Munduruku.