A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 07/12/2020

A opressão e destruição de cultura não é um fenômeno recente. Por volta do século XVIII, os países do Ocidente europeu já utilizavam o Neocolonialismo para impor seus hábitos e costumes sobre os povos africanos. Hoje, no Brasil, estamos vivenciando algo parecido, a cada dia a cultura indígena perde força no país. Em razão de políticas públicas que desvalorizam esses povos, e da falta de alteridade da população em relação ao índio, centenas de línguas indígenas já foram extintas e a tendência é que isso continue.

Em primeiro lugar, o Governo brasileiro não demonstra se importar com o desaparecimento da cultura dos povos originários do país. Em vez de promover maneiras de preservar o direito do índio ao seu espaço e à sua liberdade, o estado vem apropriando-se de terras pertencentes aos povos indígenas, com o propósito de utilizá-las para práticas do setor agropecuário. Esse tipo de atitude evidencia a priorização da economia em detrimento ao direito básico de todos a praticar sua própria cultura.

Além disso, a ideia de que é preciso “inserir o índio na sociedade” é extremamente discriminatória e prejudicial, visto que essa linha de raciocínio não considera o modo de vida nas aldeias como uma sociedade própria. É necessário entender que o fato desses povos apresentarem características culturais distintas não torna inferiores ou menos desenvolvidos, logo não é lógico assumir que essas pessoas devem abandonar suas origens para se adequar ao sistema regente.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar a situação. O ministério da Cultura deve elaborar um projeto de lei que vise proteger as terras indígenas, por meio da proibição dessas terras, pelo próprio governo, ou pela iniciativa privada. Ademais, é preciso que os veículos midiáticos abordem o assunto, por meio de matérias e reportagens que informem o espectador sobre a cultura indígena, a fim de criar uma população mais consciente.