A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 01/06/2021

Da tribo pujante, que agora anda errante, por fado inconstante, guerreiros, nasci. Sou bravo, sou forte, sou filho do norte; meu canto de morte, guerreiros, ouvi´´. Nesse trecho do poema I-Juca-Pirama´´, do autor romântico Gonçalvez Dias, há uma elucidação da imagem do Índio como um guerreiro forte e confiante, o que valoriza sua cultura. No entanto, em decorrência da insuficiência legislativa, aliada à falta de empatia dos brasileiros, os costumes nativos - principalmente sua língua - estão sendo, cada vez mais, apagados da história.

A princípio, é mister ressaltar que a incompetência governamental é um dos promotores do problema. De acordo com Aristóteles, em seu livro `` Ética a Nicômaco´´, a política existe para garantir a felicidade da nação. Contudo, na sociedade moderna, fica visível que a realidade contraria a ideia do filósofo, haja vista que uma parcela indígena da população, muitas vezes não possui recursos para dispor de educação, saúde e bem-estar, o que dificulta muito a preservação de suas línguas.

Ademais, outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de empatia no Brasil. Nessa lógica, com base na ideia do psicanalista austríaco Sigmund Freud, em sua obra literária `` Psicologia das Massas e Análise do Eu´´, indíviduos tendem a suprimir o próprio ego e agir de acordo com o meio, excluindo as diferenças. Nesse viés, o raciocínio de Freud se comprova no mundo contemporâneo na medida em que o Governo, apesar de conhecer as condições enfrentadas pelos indígenas, não se coloca em seu lugar, ignora suas dificuldades e não toma iniciativas para auxiliá-los.

Em suma, com o intuito de auxiliar os Índios e favorecer a preservação de seus costumes, principalmente de seu dialeto, é imprescindível que o Poder Público - mantenedor da ordem, do bem-estar social e do progresso civilizatório - desenvolva, por meio de verbas governamentais, investimentos em políticas públicas que ofereçam apoio aos nativos e que os ajudem a preservar sua cultura. Dessarte, almejar-se-ia um país no qual o conhecimento de seus nativos não seria apenas uma dádiva histórica.