A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 22/10/2020

Línguas são importantes manifestações da cultura de um povo, sendo assim, essenciais elementos da identidade. Por isso, é preocupante a extinção das línguas indígenas no Brasil. Para combatê-la, é preciso entender que isso é resultado da constante extinção desses povos em si, existente desde a colonização, até hoje.

A redução dos falantes das línguas resulta no desaparecimento dos idiomas. Segundo a Fundação Nacional dos Índios (FUNAI), estima-se que haviam 1000 etnias diferentes em 1500, mas, hoje, há apenas 305. Dessa forma, é evidente a grande perda, não só das línguas, mas também da cultura.

Consequentemente, idiomas e dialetos estão em extinção. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), das 274 línguas existentes, 190 estão em risco de desaparecer. Nesse contexto, o risco ao qual os indígenas sofrem não é só coisa do passado, mas do presente também: a falta de políticas de proteção aos indígenas é um grande cúmplice dos conflitos por terra no Brasil. Assim, esses idiomas cada vez mais morrem silenciosamente.

Portanto, é necessário combater extinção dos idiomas. Para isso, a Funai, em conjunto com o Governo Federal, pode realizar uma reforma agrária que delimite as terras indígenas, já que muitos falantes morrem por esses conflitos. Para realizá-la, pode-se utilizar de confiscações de propriedades que não possuem uma função social da terra, com o objetivo de proteger os indígenas e, por conseguinte, as línguas. Dessa maneira, é possível que a identidade cultural seja protegida.