A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 23/10/2020
Conhecida como “cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a constituição federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a extinção de línguas indígenas no Brasil como uma falha no princípio da isonomia. Sendo Assim, percebe-se que o tema possui raízes amargas no território brasileiro, devido não só à colonização de outra cultura, mas também à falta de valorização da própria, que existia antes da ocupação portuguesa.
Deve-se destacar, de início, que o Brasil foi colonizado pelos portugueses, então o idioma, a religião, os costumes e tradições são baseadas no povo lusitano. Entretanto, a população indígena já estava presente, quando os colonizadores chegaram, o que significa que os nativos já tinha uma cultura própria, de acordo com uma reportagem postada pela uol, o país, de 500 anos atrás tinha mais de 1.500 línguas faladas no território. Contudo, os portugueses chegaram para conquistar a nova terra e consideraram os aborígenes brasileiros como “selvagens”, assim, os submeteu a catequização pelos jesuítas, que por consequência difundiram a língua portuguesa, depois de um tempo, uma Provisão Real, em 1757, proibiu a utilização do Tupi, ficando o português, como idioma oficial.
Nesse contexto, vale ressaltar que o problema também é afetado pela escassez da valorização da cultura dos índios. Como resultado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 274 línguas nativas são utilizadas, mas 190 dessas estão em perigo de extinção, de acordo com o Atlas das Línguas em Perigo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil e do Estado, para que as línguas indígenas não sejam extinguidas por inteiro.
Em síntese, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, a Fundação Nacional do Índio, o Ministério da Educação e Organizações não governamentais, por meio de investimentos e programas, devem criar grades curriculares nas escolas que obrigam o ensino de uma língua indígena padrão e aulas de conhecimento que se aprofundam mais na cultura dos nativos, desde de suas superstições à sua religião. Nesse sentido, o feito de tal ação trará uma sociedade com dois idiomas nativos e um maior conhecimento de sua verdadeira origem. Somente assim, essa problematica será gradativamente erradicada, pois conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.