A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 24/10/2020

É consenso no meio acadêmico, que desde a chegada dos portugueses às terras que ficariam conhecidas como Brasil ocorreu um forte processo de aculturação indígena. Essa é uma herança europeia que perdura até hoje na sociedade brasileira. E após tanta negligência estatal, as últimas línguas nativas podem desaparecer. Por isso uma intervenção estatal se torna urgente.

Muitos países latino americanos já adotaram suas respectivas línguas nativas como línguas oficiais. Mas esse exemplo não foi seguido no Brasil, que nunca deu a devida relevância para as mais de duzentas línguas nativas da região. Ainda que haja a incorporação de alguns dialetos indígenas, isso ocorre mais como um esforço da sociedade de que esforço governamental.

Mirim e tupiniquim são exemplos de palavras indígenas usadas no cotidiano brasileiro. Ademas do seu teor vexatório, já é um grande começo, porque mostra a força que a língua, mesmo sem estímulo e marginalizada nas pautas governamentais, possuí.

Contudo não só de riqueza vive uma língua. É preciso haver falantes. Para que isso ocorra é preciso ensinar os mais novos, para que eles possam trazer de volta línguas que estão ou até mesmo já foram esquecidas. Mas para cada município há uma língua diferente, então é preciso mudar a grade escolar a nível municipal. Só assim será possível salvar o máximo de línguas possíveis, evitando uma enorme perda cultural e linguística.