A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 28/10/2020
A Primeira Fase do Romantismo, movimento estético ocorrido em meados do século XIV, visava o reconhecimento do indianismo no Brasil, por meio da exaltação de suas particularidades, como a língua. Entretanto, nota-se que, na contemporaneidade, os povos indígenas são ignorados pela sociedade brasileira, de modo a provocar a extinção de línguas nativas no país. Isso ocorre não somente em razão da desvalorização da cultura brasileira, mas também da discriminação histórica com esse grupo vulnerável.
De início, é fato que o desmerecimento coletivo pelos recursos culturais do Brasil motiva o apagamento da história do país, de modo a causar a ausência do patriotismo e do sentimento de pertencimento na população. Diante do exposto, o jornalista Nelson Rodrigues aborda tal falta de autoestima como “Complexo de Vira-Lata”. Nesse sentido, o desprezo público pela arte nacional ocasiona a ruptura dos costumes dos indígenas na atualidade e, além disso, a carência da autoestima dos cidadãos, visto que os brasileiros, dominantemente, exaltam somente a identidade estrangeira, sobretudo os valores americanos, ignorando o vasto processo cultural desenvolvido pelos povos nativos. Então, percebe-se que o desprestígio pela imagem brasileira acarreta a perda das línguas indígenas no panorama hodierno.
Ademais, a histórica coerção com os grupos indígenas, oriunda do período de colonização, influencia o desaparecimento das ferramentas de identidade na vigente conjuntura brasileira. Vinculada a essa concepção, a carta de Pero Vaz de Caminha, enviada para Portugual em 1500, retrata uma perspectiva preconceituosa dos indígenas, cuja desumanização é nítida. Sob tal ótica, observa-se, no século XXI, a permanência dessa discriminação, enquanto forma de violência, o que distancia os indígenas das relações interpessoais com o restante do corpo social, de forma a engendrar a segregação e a inexistência de línguas indígenas gradativamente no Brasil. Destarte, atitudes são crucias para atenuar a condição de vulnerabilidade dos povos nativos.
Faz-se essencial, portanto, medidas que promovam a perpetuação das línguas indígenas no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria das escolas, fomentar a cultura nacional para a sociedade, por intermédio de aulas didáticas acerca da história do país, que serão implementadas em todas as instituições brasileiras de ensino, a fim de inibir a extinção da língua indígena no contexto atual. Outrossim, compete a ONG’s viabilizar a tolerância e o respeito social com os indígenas, mediante projetos educacionais nos centros artísticos, com o intuito de efetivar a inclusão dos grupos indígenas no núcleo populacional do Brasil.