A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 25/10/2020
De acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas, das línguas indígenas brasileiras, nove em cada dez foram extintas. Esses dados demonstram que o problema da extinção de línguas indígenas no Brasil está presente de forma complexa na realidade brasileira. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a formação familiar indígena, bem como a ineficiência das leis.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a criação familiar indígena presente na questão. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a problemática do tema apresenta-se como uma prática que não é passada de geração em geração, o que dificulta sua preservação por forças internas, já que o problema encontra-se dentro das tribos e estende-se por uma longa linha do tempo.
Além disso, cabe ressaltar que a má aplicação das leis é um forte empecilho para a resolução do problema. O filósofo John Locke defende que “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis.” Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, nessa questão, a legislação não tem sido suficiente para a resolução do problema.
Convém, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Logo, é necessário que as famílias, em parceria com a liderança das tribos, exijam do poder público o cumprimento do direito constitucional de proteção a essas línguas. Essa exigência deve se dar por meio da produção de ofícios e cartas de reclamação coletivos, com a descrição de relatos de pessoas da comunidade que sofrem com esse problema, a serem entregues nas prefeituras, para que os princípios constitucionais sejam cumpridos. Dessa forma, o Brasil poderá superar a extinção de línguas indígenas.