A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 26/10/2020

Extinção da língua que deu origem a muitas outras.

Em 1549, com a chegada dos jesuítas, foi iniciado o processo de educação e catequese dos índios, no Brasil.  Dessa forma, a cultura indígena é passada de geração em geração e diluída pela visão religiosa. Como resultado, a base da cultura dos povos indígenas se desfez do aspecto tradicional ao longo dos anos.

Em termos de preservação da cultura nacional, a extinção das línguas indígenas é um grande problema. Segundo levantamento da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), existiam cerca de 1.500 línguas indígenas durante o descobrimento do Brasil, hoje apenas 181 estão preservadas, das quais menos de 1.000 falam 115. Além disso, a língua é a expressão mais característica de uma nação, por isso sua extinção pode causar danos preocupantes no estudo de culturas específicas.

Além disso, a maioria dos povos indígenas vive em áreas ricas em recursos minerais e hídricos na floresta amazônica. Muitos garimpeiros ilegais se estabeleceram nessas áreas para extrair esses minérios para seu próprio benefício, o que acabou gerando conflitos violentos com as tribos desses territórios. Segundo estatísticas do IBGE, em 2013, metade das 34 pessoas que morreram em busca de território eram índios. Com isso, muitas tribos acabaram deixando essas terras, que foram garantidas pelo Estado e pela propriedade indígena por medo e destruição de animais e plantas, que foi a causa da sobrevivência dos índios.

Portanto, eliminar a cultura e os povos indígenas no Brasil é um problema que precisa ser sanado. O Ministério da Cultura deve organizar um projeto para criar um museu da língua indígena para proteger e dar às pessoas a oportunidade de aprender sobre a cultura indígena. O governo pode estabelecer uma agência especial de fiscalização 24 horas para terras indígenas para prevenir danos ambientais causados ​​por conflitos territoriais e mineração ilegal. Dessa forma, a cultura indígena será preservada.