A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 28/10/2020
Por volta de 1500, os europeus colonizaram o território brasileiro, impondo sua cultura aos povos nativos, modificando toda a estrutura de costumes. Com o passar do tempo, mesmo com a independência e o respeito mútuo à todas as etnias, grande parte dos indígenas foram prejudicados, pois perderam parcelas do seu patrimônio cultural, como os idiomas por exemplo. Tal problemática concretiza-se pelo genocídio histórico aos índios, em consonância com o preconceito social, que prevalece na sociedade, mesmo após várias lutas pelo seu fim.
Em primeira instância, o histórico brasileiro é marcado por constantes guerras entre europeus e nativos, o que determinou a morte de muitos indivíduos. Nesse ínterim, diante de tantas batalhas, muitos índios sucumbiram ao poder bélico dos estrangeiros, bem à disseminação de doenças, o que foi fatal para os caboclos, que não possuíam um sistema imune habituado à certas enfermidades, culminando em diversas mortes e no esquecimento de dialetos, que desapareceram junto com seus falantes. Consoante a isso, dados da Funai apontam que antes da colonização, existiam cerca de 8 milhões de nativos residentes no Brasil, e após 500 anos, esse número foi reduzido para 700 mil, o que demonstra o grande genocídio responsável por acabar com diversas culturas. Logo, infere-se que o saber é a maior conquista da humanidade, devendo ser respeitado e transmitido às futuras gerações.
Ademais, o preconceito é uma atitude que prevalece na sociedade, impedindo a convivência harmoniosa entre os povos. Nesse sentido, mesmo após a garantia de diversos direitos aos ameríndios, muitas dessas propostas são descumpridas pela própria sociedade, já que parte dos cidadãos discriminam a cultura nativa, caracterizando-a como obsoleta, o que recai sobre o todo, pois sem apoio, não há espaço para o desenvolvimento e disseminação dos costumes. De modo análogo, o físico Albert Einstein conceituou o ser humano como um animal cultural, sendo essencial o compartilhamento de costumes para o desenvolvimento humanitário. Assim, nota-se que há necessidade de um maior respeito social.
Portanto, é mister que o Ministério da Cultura fomente pesquisas em territórios indígenas, por meio da busca por fontes materiais ou imateriais de possíveis conservações de dialetos ou de costumes dos povos mais antigos, além de reproduzir os achados em locais destinados à educação, como escolas e teatros, com a meta de reviver línguas esquecidas. Outrossim, urge à mídia desenvolver um maior protagonismo nativo nos meios de comunicação, com a produção de séries e novelas voltadas para o meio ameríndio, com o objetivo de promover uma maior inclusão e diminuir o preconceito social. Desse modo, o ser humano será capaz de conviver de forma harmoniosa entre a sua diversidade.