A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 28/10/2020

De acordo com a Constituição Cidadã,o Estado rege-se por fundamentos,como a construção de uma sociedade livre,justa e igualitária.Contudo,nota-se que tal garantia seja rompida pela extinção das línguas indígenas no Brasil.Diante disso,percebe-se que esse dilema esteja relacionado às omissões governamentais e às interferências históricas.

A priori, os deslizes do Governo são forças motrizes da erradicação dos idiomas nativos do país.Segundo a teoria do Contrato Social,fundamentada pelo filósofo Thomas Hobbes,o Estado firma um laço com a sociedade,a fim de estabelecer a paz social,vide do cumprimento das leis.Entretanto,o Governo rompe tal contrato quando não garante a conservação das línguas indígenas,símbolos culturais fundamentais para a manutenção das raízes históricas nacionais.Nesse prisma,é válido enfatizar que as omissões estatais,como a precariedade de verbas para a revitalização da língua nativa nos parques indígenas,corrobora a continuidade do imbróglio.Desse modo,o Estado descumpre direitos dispostos na Carta Magna brasileira.

A posteriori,as influências históricas estão diretamente relacionadas com a questão em debate.Sob essa óptica,na fase Indianista do Romantismo brasileiro,o autor romântico José de Alencar,nomeou seu livro como “Iracema”,palavra originária da língua tupi que significa a virgem dos lábios de mel.Nessa vereda,percebe-se que esse período serviu para valorização da visão da sociedade sob os autóctones,após os processos destrutivos da época colonial,provocando a miscigenação de termos indígenas na linguagem popular brasileira,como caatinga e pindaíba.Dessa forma,é fato que a fase Indianista foi imprescindível para a atenuação do imbróglio.

Portanto,devem-se combater as causas que propulsionam o dilema.Logo,cabe a FUNAI promover um replanejamento estratégico dos gastos com a recuperação da língua indígena,vide o direcionamento de verbas para projetos revigoradores do idioma,a fim de reinseri-lo na realidade atual.Além disso,o núcleo escolar pode,por meio das Ciências Humanas,formular uma mentalidade juvenil de valorização da língua nativa.