A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 28/10/2020

Com chegada da expedição de Pedro Álvores Cabral ao Brasil em 1500, vieram também os jesuítas com o intuito de catequisar os índios; com a fusão de duas línguas acabou resultando no português do brasil, atual língua oficial. Nesse sentindo, a extinção de línguas indígenas tem suas raízes na desvalorização delas e a negligência do governo que não tem ação para impedir tal tragédia.

Em primeira análise, as pessoas não são influenciadas a aprenderem dialetos indígenas. Segundo o filósofo Spenhauer, o seu conhecimento justifica sua ótica acerca do mundo. Nessa perspectiva, a ausência de incentivo para aprendizagem, também como meio de preservar e valorizar as línguas indígenas influencia na extinção delas e isso acontece porque a sociedade desconhece sua importância cultural e histórica.

Outro aspecto relevante é que o governo não garante artifícios a fim de inibir a extensão das línguas indígenas. Consoante Roussou, se o Estado se mantem omisso em uma questão social, há uma burlação do contrato feito com a população. Nesse viés, ele falha por facilitar a extinção dos dialetos indígenas, uma vez que não forma barreiras com o fito de dificultar tal desventura.

Portanto, ações são necessárias para erradicar desvalorização das línguas indígenas e a negligência do governo. Cabe ao Ministério da Educação implementar uma matéria por meio da currículo escolar para ser lecionada por professores indígenas, com a finalidade de não só difundir a língua dos índios, como a cultura. Ademais, o Estado, em parceria com as mídias digitais, deve criar uma campanha intitulada “As línguas indígenas são nossa cultura”, por intermédio das redes sociais, com finalidade de trazer à população o conhecimento da importância delas.