A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 28/10/2020
A desvalorização do índio brasileiro se deu desde a chegada dos portugueses ao país, já que suas línguas eram proibidas de serem faladas no período colonial. Reflexo desse passado é que muitas línguas indígenas já foram esquecidas e muitas outras correm sério risco de serem extintas. Tal problema está ligado ao crescimento do desmatamento ilegal e ainda por uma globalização prejudicial.
Tendo em vista essa questão, é evidente que a má de fiscalização e rastreamento da madeira, muitas vezes, dá margem para um desmatamento ilegal, em que, invade terras e expulsa indígenas por benefícios próprios. A exemplo disso, tem-se os dados do Cime (Conselho Indigenista Missionário) que registrou 96 casos de invasão e exploração ilegal em terras indígenas só no ano de 2017. Com isso, muitas tribos são separadas, o que dificulta a transmissão da identidade e utilização da língua. Dessa forma, fica claro como esse é um problema que pode destruir séculos de história e conhecimento que deveriam permanecer vivos.
Outro ponto a ser analisado é a globalização que reforça a visão de um modelo de sociedade ideal a ser seguido e menospreza todos os outros. Sendo assim, o índio é muito afetado quando tenta se inserir na cidade globalizada, sente “vergonha étnica” e deixa até mesmo de falar a língua natal. Fato que demostra isso é dado da Unesco( Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e a Cultura) que mostra que cerca de 190 línguas indígenas correm perigo de extinção. Desse modo, é fácil perceber como tal modelo social tem o potencial de diminuir a diversidade cultural que cada um deveria ter orgulho de pertencer.
Portanto, é essencial que tais problemáticas sejam revistas para uma melhor conservação da diversidade linguística no país. Torna-se necessária, então, maior fiscalização de terras indígenas feitas pela FUNAI e ainda um incentivo ao uso apenas de madeira de reflorestamento, ao serem cobrados menores impostos na sua comercialização ofertados pelo Governo Federal. Além disso, é indispensável que palestras com historiadores que falem sobre a importância do índio sejam feitas tanto em escolas nas cidades quanto em aldeias, afim de conscientizar toda a população que todo cultura é importante e trás conhecimentos que são passados de geração em geração. Só assim poderia ser visto o fim do retrocesso desde a colonização do Brasil.