A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 31/10/2020
Com a chegada dos europeus ao Brasil em 1500, a cultura indígena já presente em território nacional começou a ser lentamente apagada pelos jesuítas. Desta forma, algumas das línguas maternas das mais diversas tribos foram perdendo falantes pela catequização e o genocídio dos índios. Na contemporaneidade, tais atos ainda marcam a história destes povos, tendo suas línguas ainda ameaçadas pela perca de seus territórios e a morte de seus líderes.
Em primeira análise, é válido abordar de que a questão territorial é crucial para o desaparecimento dos idiomas indígenas. Com de acordo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, foram desmatados mais de 423,3 km² de territórios indígenas entre agosto de 2018 e julho de 2019. Tal fator implica na extinção de línguas pois não há ambiente propenso a prosperidade cultural das tribos. Ou seja, a tomada destas terras também significa a tomada da identidade destes povos.
Ademais, outro fator preocupante é a morte dos líderes e idosos pertencentes as comunidades indígenas. Tais indivíduos detém de grande influencia para a tribo, visto a experiência e seus ensinamentos para com os mais novos, entre elas, seu idioma. A Comissão Pastoral da Terra apontou que o número de líderes indígenas mortos em 2019 é o maior da década. A perseguição principalmente visando tais grupos também é originária dos conflitos pela tomada de suas terras, as quais são invadidas para exploração, desde de madeireiros à narcotraficantes.
Portanto, é sabido que a extinção de línguas indígenas é um problema recorrente no Brasil. Urge que o Estado juntamente da Secretaria Especial da Cultura, criem políticas que visam preservar os territórios indígenas, proibindo a exploração e punindo os atos ilegais nestas áreas com prisão e multa. Desta forma, estes povos terão seu espaço para que passem adiante seus conhecimentos linguísticos, preservando este patrimônio histórico.