A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 29/10/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão da desvalorização cultural no Brasil, comprovada pelo risco de extinção de línguas indígenas no país. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a insuficiência legislativa, bem como a má conduta midiática.

Decerto, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a insuficiência legislativa. Segundo Aristóteles, “a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade”. Nessa perspectiva, pode-se observar, no Brasil contemporâneo a falta políticas afirmativas que deveriam promover debates que elevem o nível de informação - sobre a importância cultural de preservar as línguas indígenas no Brasil - da população, para evitar a consolidação do problema.

Ademais, outro ponto relevante sobre essa temática, é a má conduta midiática. Sob essa lógica, o imperativo categórico de Pierre Bourdieu prega que o que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Além disso, no que se refere à perda cultural e histórica, geradas pela extinção de línguas indígenas no Brasil, há uma lacuna no dever moral da mídia quanto à prática de conscientizar a nação de forma realista.

Assim sendo, é notória a dificuldade de formar um país mais ético. A solução dessa problemática passa pela compreensão de que a formação educacional deve ser prioridade do estado. Para isso, visando à solidificação de uma solução, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Cidadania - tendo o Ministério da Educação à frente - deve criar um Programa Nacional que proponha reeducar o corpo social mais jovem, por meio de aulas e palestra que ensinem a apologia ao respeito, para que se crie um sentimento de responsabilidade, que garanta a dignidade ao próximo.