A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 01/11/2020

Em 22 de abril de 1500, ocorreu a descoberta do Brasil, na qual os portugueses se instalaram e tomaram não só domínio do território, como dos índios que lá habitavam, por sua vez foram explorados e escravizados. Os indígenas foram obrigados a deserdar sua própria religião, cultura e língua. Com isso, faz-se necessária uma intervenção que busca a valorização e integração da língua indígena, que é uma das grandes representações da cultura brasileira.

Ainda que, existam vários programas em algumas regiões que ensinam a língua indígena, a grande maioria do país não têm acesso nenhum a esse projeto, e com cada ano que passa estão ameaçadas de sumir. Segundo Atlas interativo mantido pela Unesco (2010), as línguas indígenas do Brasil situam-se em circunstâncias vulneráveis, mas muitas delas estão em grau de ameaça de extinção em dependência do processo sócio-histórico de cada povo, explica o linguista e  professor do IEL-Unicamp, Angel Corbera Mori.

Dessa forma nota-se que deve haver a imediata revitalização das línguas indígenas para valorização da cultura brasileira, que vem sendo dispersa com a extinção de tais costumes, que foram parte da história do Brasil. De acordo com o escritor, professor e filósofo indígena, Daniel munduruku, as escolas deveriam resgatar nas crianças a essência do que é ser brasileiro. Em vista disso é importante que a língua indígena seja preservada e ensinada.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve propor um projeto, no qual todos as escolas brasileiras devem inserir a linguística indígena em seus ensinamentos, e em conjunto com a Funai, que irá auxiliar para que as crianças aprendem sobre a cultura indígena entendendo desde cedo a importância da língua indígena. Espera-se, com essa ação, que as línguas indígenas não sejam mais extintas e sim preservadas.