A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 01/01/2021

No século XVI, o Brasil foi colonizado pela coroa portuguesa, e para dominar completamente o território “recém descoberto” os portugueses extinguiram grande parte dos idiomas das comunidades indígenas, a fim de substitui-los pelo português. Assim, por volta de 1700, o português foi decretado como língua oficial do Brasil, proibindo a comunicação em qualquer outra modalidade. Dessa forma, é inerente exprimir que o legado histórico, junto com a desatividade do Estado, contribuí com a perpetuação da desvalorização dos nativos brasileiros.

Primeiramente, é de suma importância relatar que a discriminação concernente aos povos aborígines é uma herança histórica. Desse modo, é esclarecedor expressar-se que a devastação da cultura dos autóctones sobrechegou com mais intensidades no período colonial. Desarte, a expanção imperialista foi na verdade uma imposição de costumes, porquanto além da américa ser explorada pelos europeus, as culturas dos originais das terras brasileiras foi gradativamente desintegrada. Destarte, segundo o antropólogo Levi-Strauss  o racismo científico, vigente no início do século XX, foi utilizado pra se promover um etnocídio de diversas culturas.

Ademais, o descaso estatal atinente a preservação dos conhecimentos dos aboriginal, é um dos fatores que tem provocado o desaparecimento da diversidade linguística do Brasil. Nessa perspectiva, a linguista norte-americana Kenneth Hale afirma que a extinção de uma língua é comparável a jogar uma bomba no museu do Louvre. Visto isso, é primordial que o Governo providêncie medidas, com a finalidade de reverter esse cenário atual.

Portanto, é essencial que o Ministério de Educação e Cultura (MEC), em conjunto com o Estado, elabore um projeto, mediante a programas educacionais. De modo que os índios mais jovens tenham contato com a cultura dos seus ancestrais, com intuito de preservar o conhecimento índigeno. Por fim, desarraigando o  preconceito fruto do colonialismo.