A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 01/12/2020

Zigmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, em sua teoria sobre a vida líquida, desmudou a sociedade moderna e fez críticas aos comportamentos egoístas e superficiais da humanidade. Percebe-se esses aspectos no que tange á questão da extinção de línguas indígenas no Brasil. Nesse sentido, torna-se evidente como causa a falta de valorização dos povos indígenas e a perca da sensação de pertencimento por parte dos jovens brasileiros.

De fato, está cada vez mais recorrente a falta de valorização das culturas indígenas no Brasil, visto que a evolução da sociedade no quesito tecnologia, formas de pensar e etc. passa uma imagem das culturas nativas como retrógadas. Nesse viés, é valido ressaltar o contexto histórico do Brasil Colônia em que os europeus ao chegarem em terras recém-descobertas tendo um contato com os nativos, não os trataram como iguais, impondo suas crenças e costumes. Dessa maneira, observa-se que a extinção de línguas indígenas se dá pela falta de valorização da importância dos povos indígenas como característica formadora da nacionalidade brasileira.

Além disso, a carência de valorização das línguas nativas brasileiras ocorre por conta da perca do sentido de pertencimento da população mais jovem. Em decorrência disso, conforme Anaximandro de Mileto, que cita: " Todos os seres derivam de outros seres vivos mais antigos por transformações sucessivas", pode-se concluir que há sim uma ligação entre os povos ancestrais e os atuais do Brasil, porém, nota-se que a evolução é trilhada pela sociedade em conjunto com os jovens mas esses não carregam as bagagens ancestrais, como a língua indígena, o que leva a perca de pertencimento.

Diante disso, é notório que os comportamentos egoístas e superficiais da sociedade esteja relacionando a extinção de línguas indígenas. Nesse sentido, o Estado, deve valorizar as outras línguas do país além da oficial, por meio da disseminação da importância de tais, para evitar o desaparecimento de mais línguas. Além disso, a Escola, como difusora do conhecimento científico, deve trabalhar com temas da cultura indígena, com o intuito de dar acesso aos jovens ás singularidades diversificadas da cultura indígena e, assim, haja uma valorização maior e sensação de pertencimento da população jovem quanto as línguas indígenas brasileiras.