A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 06/11/2020

Os efeitos do processo da colonização portuguesa no Brasil, deixaram marcas permanentes nos povos indígenas, que já habitavam essas terras, antes mesmo de Portugal ocupá-las. Uma luta constante contra a extinção de seu povo, sua cultura e suas terras, são desafios que os índios tendem a enfrentar e carregar desde o momento atual. Décadas e décadas vendo sua população ser dizimada e séculos de cultura sendo esquecidos, cultura que pertence ao Brasil, mas que não recebe a importância necessária da sociedade.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) é estimado que existisse 1,2 mil línguas indígenas no Brasil. Hoje, o número não chega a 300 e aproximadamente 70% corre risco de desaparecimento. Um número alarmante e preocupante, há cada dia que passa mais índios são mortos e a população brasileira continua fechando os olhos para o genocídio que acontece em seu país. A sociedade precisa entender que estamos falando de vidas inocentes e uma cultura inteira sendo cruelmente apagadas, uma história que nunca será contada.

Decerto que a educação também é um fator para aniquilação das línguas indígenas. Se ensinam nas escolas brasileiras a Revolução Francesa, Segunda Guerra Mundial e a colonização do Brasil, entretanto não se ensina sobre o povo que já habitavam essas terras, o povo que foi a base da população brasileira. O que pode ser entendido como uma discriminação aos índios, não tendo sua cultura valorizada. Uma vez que ninguém conhece sua história, porque lutaríamos para salvá-la?

Em suma, a ONU junto com o governo brasileiro deve implementar aulas na disciplina de história sobre a história indígena e suas diferentes culturas. Seguindo a ordem cronológica dos fatos, deve-se ser ensinado antes do processo de colonização portuguesa, que também precisa-se deixar de ser romantizada, como se Portugal tivesse sido o grande salvador do Brasil. Com a história sendo contada e aprendida pela nova geração, a cultura indígena receberá a importância necessária que deve para a população lutar e protege-la da extinção, mantendo assim, as raízes culturais desta terra.